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Boletim Inovação Aberta

Boletim bimestral sobre a Inovação Aberta – Publicação digital número 003 – Maio/2010

Acompanhe as atividades do centro e relacione-se com os demais profissionais da inovação
por meio da plataforma openinnovationbrasil.ning.com

 

Uma para três

Uma pergunta sobre open innovation para três personalidades do cenário brasileiro de inovação.

Quais são os primeiros passos para implantar um programa de open innovation em uma empresa como a sua?

 

    Marcio Antonio Bernardi
    Gerente de Inovação e P&D
    Oi

“A Oi é um grupo empresarial de grande porte com diversas unidades de negócio e que utiliza a tecnologia como um insumo básico e fundamental de suas operações. Neste cenário, o seu programa de open innovation adquire enorme relevância, pois é impossível trabalhar internamente em todas as vertentes tecnológicas adotadas na empresa. Os primeiros passos que a Oi adotou para implementar o seu programa foram: definir objetivamente as áreas e os temas de interesse e divulgá-los na comunidade de inovação; construir um ecossistema integrado entre as diversas entidades (centros de excelência, entidades de fomento, universidades, empresas do ambiente produtivo etc.) e implementar um processo de gestão de inovação estruturado para garantir o alcance dos objetivos definidos”.

 

    Luiz Eugênio Mello
    Diretor do Instituto Tecnológico
    Vale

“A Vale optou por criar o DITV (Departamento do Instituto Tecnológico Vale), cujo conceito estruturante baseia-se no modelo de inovação aberta de Chesbrough.
Nas unidades de P&D já existentes na Vale trabalha-se em parceria com instituições externas, mas muito mais em um sentido de compra de serviços. Por outro lado, em várias de nossas unidades onde desenvolvemos P&D, há processos que se estabelecem em termos de segredo industrial. Difícil nesses casos conciliar a idéia de open innovation com as premissas relevantes para o sigilo. De fato, nestes casos trata-se muito mais de uma via unidirecional de fluxo e onde as trocas não chegam a se estabelecer de fato. Assim, ao criar uma série de editais abertos com o CNPq e fundações estaduais de apoio, temos a perspectiva de iniciar esse processo de contato mais estreito com a comunidade acadêmica. Em paralelo com a criação de unidades próprias de pesquisa onde será conduzida pesquisa de longo prazo e almejando horizontes mais distantes, bem como incertezas maiores, a Vale dá um passo adicional para ampliação de sua rede de interlocutores. De fato, essas novas unidades de P&D terão a oportunidade de conduzir uma relação que alcance a essência do conceito de open innovation e onde se estabeleçam fluxos bidirecionais de informação”.

 

    André Lozano
    Diretor Associado de Open Innovation & Knowledge Management
    Kraft Foods

“A primeira etapa é o entendimento das estratégias e planos de negócio. Os projetos de inovação devem estar alinhados com o business; não podem ser idéias soltas sem suporte de longo prazo. O segundo passo é a avaliação de desafios tecnológicos para decidir pelo uso de recursos internos (P&D) ou de recursos externos, por exemplo, scouting ou parceria com instituições de pesquisa e universidades. Por final, os projetos devem ser monitorados freqüentemente e compartilhados com a empresa, mostrando os benefícios e assim realimentando o processo de inovação”.

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Suíte

Acompanhando casos brasileiros de inovação aberta e a sua repercussão no mercado

Chemyunion: inovação brasileira junto às multinacionais de cosméticos

Empresa brasileira com sede em Sorocaba (SP), a Chemyunion faz parte de redes globais de inovação da indústria cosmética. A sua participação ocorre no desenvolvimento de matérias-primas, basicamente ativos e aditivos, usadas em produtos para pele e cabelo de marcas como L’Oréal, Johnson&Johnson, Estée Lauder, Vita Derm, Victoria’s Secret, Unilever, O Boticário, Avon e Natura.

“Nosso principal objetivo é levar confiança e credibilidade científica do Brasil para o mundo”, diz Maria del Carmen Velazquez Pereda, diretora científica da Chemyunion. “Essa preocupação nossa é também uma vantagem competitiva, pois o Brasil tem a chance de surpreender, coisa que outros países já deixaram de ter. É a vez de o Brasil, além de se apresentar como o terceiro maior mercado mundial de cosméticos, mostrar-se como um dos líderes na pesquisa na área”, completa.

O negócio da Chemyunion envolve grandes esforços e investimentos em pesquisa. A empresa investe, em média, 7% do seu faturamento líquido em P&D, sendo que o retorno costuma ocorrer a partir do terceiro ano após o lançamento do produto. Anos atrás, conta a diretora científica da empresa, um veículo de comunicação perguntou o motivo de a Chemyunion investir tanto em inovação. “A resposta foi clara e direta: para podermos perder o atraso que o Brasil tem em nossa área”, relata. “Hoje podemos dizer com certeza, pois foi confirmado por nossos clientes internacionais, que a Chemyunion está igual ou melhor que as mais famosas empresas de desenvolvimento de ativos cosméticos do mundo”, afirma.

A empresa tem se apoiado em programas de financiamento público para diminuir os riscos envolvidos. Conseguiu aprovação de seis projetos PIPE da Fapesp e um de subvenção econômica em nanotecnologia da Finep. “Esses auxílios à pesquisa representam de 20% a 30% do valor total gasto para o desenvolvimento das inovações e potencializam a possibilidade de desenvolvermos não somente novos produtos como também novas tecnologias”, diz a doutora Pereda. De acordo com a diretora científica, o trabalho com as agências de fomento, além de ser gratificante, eleva a credibilidade da empresa frente aos clientes, pois se sabe que, para conseguir os auxílios, é necessário passar por avaliações rigorosas que seguem critérios técnicos, científicos e comerciais.

A empresa trabalha com dois tipos de projetos de P&D: os taylor made, feitos sob demanda do cliente, e os projetos especiais próprios, ora focados no mercado em geral, ora em clientes ou nichos específicos. De acordo com a diretora científica, o tempo médio de realização para um projeto com alto nível tecnológico envolvido é de dois a três anos. Porém, esse prazo varia de acordo com as necessidades do cliente e as possibilidades orçamentárias.

Equipe plural, de alto nível e bem equipada

“Para atender essas múltiplas especificidades, a equipe tem que ser capaz de trabalhar como em uma orquestra sinfônica, afinando-se constantemente no ritmo da demanda e nas notas (tendências) do mercado mundial”, afirma Maria del Carmen. A equipe dirigida por ela conta com 18 pessoas trabalhando em inovação no time principal, sendo cinco doutores e onze mestres. O grupo inclui pesquisadores de especialidades variadas, como síntese e extração de ativos vegetais, nanotecnologia, alimentos, biologia celular e molecular e imunotoxicologia.

Há, ainda, outros tipos de profissionais que participam do processo de inovação na indústria cosmética. São aqueles que cuidam do marketing dos produtos. “Geralmente são esquecidos, mas, sem eles, nada poderia ser feito”, diz a Dra. Pereda. “Existem custos altíssimos associados à manutenção de um time internacional que apresenta os produtos desenvolvidos”. Dentro das redes de inovação, essas equipes fazem parte, normalmente, das indústrias de matérias primas como a Chemyunion.

Parcerias com universidades de primeira linha

Com sua estrutura de inovação robusta, a Chemyunion consegue executar internamente a totalidade dos projetos, de acordo com a diretora científica. Porém, periodicamente a equipe precisa acionar seus parceiros externos para avançar em determinados desafios científicos, como por exemplo, encontrar a planta certa para extração de um ativo que gere o efeito desejado. “Os pesquisadores das universidades são sempre consultores que disponibilizam algumas horas mensais para discutir projetos e dar seu parecer. Eles vêm até a Chemyunion e nos ajudam a pensar”, diz Maria del Carmen. “A associação com pesquisadores acadêmicos de universidades de primeira linha faz com que o projeto a ser desenvolvido tenha condição de explorar ao máximo o conhecimento disponível no Brasil para satisfazer uma área ávida por novidades e efeitos perceptíveis, a cosmética”, conclui.

Sobre os desafios de se trabalhar com parceiros, a diretora menciona a dificuldade de repassar aos centros acadêmicos a pressão imprimida pelo ritmo extremamente acelerado da inovação no ramo cosmético. A doutora abre uma ressalva: pesquisadores como os parceiros da Chemyunion na Unicamp e na Unesp de Botucatu possibilitam um trabalho colaborativo muito ágil. “O segredo do sucesso desta ligação é a compreensão por cada um dos envolvidos de que cada lado tem o seu próprio know-how e que a associação entre os pesquisadores da empresa e os da universidade poderá gerar valores e resultados que, sem ela, não seriam alcançados”.

A diretora científica comenta que, para a Chemyunion, essa associação é fácil por contar com uma equipe científica que veio da academia e ainda está ligada a ela. “Falamos a mesma língua e temos livre acesso ao meio”, diz a doutora.

Quanto à propriedade intelectual, ela explica que, quando a participação do pesquisador externo é bastante importante, é feito um contrato de royalties, nos moldes dos projetos PIPE – Fapesp. Já no caso de projetos desenvolvidos especialmente para clientes, a patente pertence ao cliente, e os colaboradores da Chemyunion envolvidos entram como pesquisadores do produto na patente.

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Parques Tecnológicos

 
Perfil do Tecnosinos, baseado em entrevista com Susana Kakuta, diretora executiva.

História
Localizado a cerca de 30 km de Porto Alegre (RS), o Parque Tecnológico São Leopoldo, o Tecnosinos, tem a sua origem no Pólo de Informática de São Leopoldo, cujo projeto surgiu em 1996 por iniciativa da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Leopoldo (Acis/SL), a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), a Prefeitura Municipal de São Leopoldo e associações regionais de empresas de software e informática.

Para viabilizar o projeto, a Unisinos se comprometeu a construir e administrar um complexo tecnológico com uma incubadora e um condomínio de empresas, o governo municipal doou um terreno e concedeu isenção do ISSQN e do IPTU até 2003 às empresas instaladas no pólo e o governo estadual destinou uma verba para terraplenagem do terreno. Atualmente, uma parcela do ISS arrecadado com as empresas instaladas no Tecnosinos é aplicada no parque e na atração de novos participantes.

Em 2009, dez anos após a inauguração do Complexo Tecnológico Unitec, o Pólo de Informática de São Leopoldo reestruturou-se como Parque Tecnológico São Leopoldo - Tecnosinos. Com três especialidades já consolidadas, Tecnologia da Informação (atualmente com 25 empresas), Automação e Engenharias (com cinco empresas) e Comunicação e Convergência Digital (com dez empreendimentos, sendo seis de games), o parque iniciou a implantação de duas novas especialidades: Alimentos Funcionais e Nutracêutica e Tecnologias Sócio-ambientais e Energia.

Ambiente de inovação
Na área física do Tecnosinos convivem empresas em diferentes fases de desenvolvimento: de alta maturidade, graduadas da incubadora e incubadas. O parque oferece diversas opções para hospedá-las. A incubadora Unitec, hoje com 34 empreendimentos, é o local adequado para empresas nascentes, inovadoras e de base tecnológica que se encaixem em alguma das especialidades do parque. As candidatas à incubação devem submeter um plano de negócios. Depois de aceitas, são avaliadas mensalmente e recebem apoio em gestão através de uma parceria com o SEBRAE-RS.

Para atender à demanda das graduadas e das empresas consolidadas que chegam ao parque, existem dois condomínios: a torre Rick, de cinco andares, finalizada em abril deste ano e o Condomínio Partec, de sete andares, que já alberga empresas, entre elas a indiana HCL Technology.

Algumas empresas constroem seus próprios prédios na área do parque. Um exemplo é a HT Mícron, joint venture formada pela sul-coreana Hana Micron e por um pool de parceiros brasileiros, que anunciou investimentos de US$ 200 milhões nos próximos cinco anos para uma fábrica de semicondutores que será sediada no parque. Outro exemplo é o prédio ecológico da SAP, construído dentro das normas norte-americanas de Liderança em Energia e Design Ambiental (LEED). No prédio, trabalham os 277 colaboradores da SAP Labs Brazil, primeiro centro de desenvolvimento de aplicativos e serviços de suporte da SAP na América Latina.

Entre os critérios considerados na escolha do local do centro de desenvolvimento, o presidente da SAP Labs Brazil, Erwin Rezelman, destaca a disponibilidade de talento, custos competitivos globalmente (inclusive com relação à China e Índia), habilidade para crescer, o fato de estar dentro de um campus universitário, a presença de alguns parceiros no parque e, também, a beleza dos arredores.

Interação para a inovação aberta
De acordo com Susana Kakuta, diretora executiva do parque, a interação entre as empresas no Tecnosinos ocorre, principalmente, por conta da complementaridade que o parque persegue. “Uma situação mais ou menos comum é que uma empresa do Tecnosinos, para atender a determinada demanda, subcontrate mais duas ou três empresas do parque”, exemplifica a diretora.

Quanto às interações universidade-empresa, Kakuta comenta que a Unisinos forma profissionais para todas as especialidades do parque e que continuamente estão se criando mecanismos para que haja uma maior participação dos estudantes nas empresas. Além disso, a universidade já participou de projetos de pesquisa junto a empresas como a SAP e oferece o apoio de seu Escritório de Transferência Tecnológica.

Nesse sentido, Erwin Rezelman anuncia a realização no prédio ecológico do evento SAP Think Tank, cujo objetivo é discutir e operacionalizar oportunidades de pesquisa entre universidades e SAP. O evento será realizado no mês de maio e contará com a participação da Unisinos e mais quatro universidades brasileiras, além de instituições profissionais e governamentais.

Diferencial na governança
“A governança estratégica do Tecnosinos é de fato exercida numa tríplice hélice em que os setores empresarial, governamental e a universidade têm voto; não se trata de um parque de uma universidade”, afirma Susana Kakuta, destacando essa gestão própria como um diferencial do parque.

A diretora executiva destaca ainda o fato de o parque ter uma estratégia de longo prazo, capaz de atrair parcerias e financiamento. Em fevereiro deste ano, a Unisinos e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul assinaram um convênio de cerca de R$ 1,75 milhão para expandir o parque. O acordo inclui como compromisso a geração de 300 empregos em dois anos.

“A meta é chegar a 300 empresas e cinco mil empregos de base tecnológica nos próximos dez anos”, diz Kakuta.

Ficha técnica
Nome: Parque Tecnológico São Leopoldo - Tecnosinos
Tipo: parque tecnológico
Vínculo institucional: governança compartilhada entre a Prefeitura Municipal de São Leopoldo (RS), a Associação Comercial, Industrial e de Serviços, o Pólo de Informática de São Leopoldo e a Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos.
Diretora-executiva: Susana Kakuta, diretora do Complexo Tecnológico Unitec Unisinos, encarregado da governança executiva do parque.
Equipe: cerca de 10 profissionais das áreas de propriedade intelectual, desenvolvimento de parcerias, convênios e contratos, empreendedorismo, incubação de empresas de base tecnológica, capacitação e parques tecnológicos.
Ano de criação: 1999.
Resultados: 2,1 mil empregos diretos, faturamento anual das empresas instaladas de cerca de R$ 1 bilhão, crescimento de 30% ao ano, 43 pedidos de patentes depositados nos últimos três anos, 113 produtos desenvolvidos, R$ 7 milhões captados em recursos públicos.
Número de empresas presentes no parque atualmente: 53 empresas (34 incubadas e 19 consolidadas) e quatro entidades setoriais.
Número de graduadas da incubadora: 15.
Infraestrutura: área de 260 mil m², sendo 32 mil m² de área construída com incubadora de empresas e escritórios para aluguel. No final de 2011 serão cerca de 42 mil m2 de área construída.

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Notícias

Notícias do Centro de Open Innovation – Brasil
Seminários para pesquisadores da inovação aberta

O parque de inovação Creapolis, localizado em Barcelona, foi o marco de um evento inédito, organizado pela escola de negócios Esade, que reuniu, em janeiro deste ano, cerca de 30 alunos de PhD para discutir os caminhos da pesquisa em inovação aberta, conduzidos pelos professores Henry Chesbrough e Win Vanhaverbeke.

“No curso pudemos confirmar que a inovação aberta abre um horizonte de pesquisa bastante amplo, com oportunidades para pesquisadores de diferentes linhas de pesquisa”, diz o diretor do Centro de Open Innovation – Brasil, Bruno Rondani, o único dos participantes proveniente de fora da Europa. “As diversas procedências dos doutorandos - Rússia, Suécia, Finlândia, Alemanha, França, Espanha, Holanda, Países Bálticos, Reino Unido, Portugal – e a presença de Chesbrough e Vanhaberveke, líderes nos Estados Unidos e na Europa, respectivamente, enriqueceram muito o encontro“, comenta Rondani.

Sobre os horizontes de pesquisa, outro participante do evento, o estudante de doutorado da Escola de Economia e Negócios de Viena (WU Wien), Alexander Schroll, diz em seu post sobre o seminário que a grande maioria dos estudos atuais em open innovation tem como unidade de análise a empresa, enquanto o indivíduo, as redes inter-organizacionais e os sistemas regionais e nacionais de inovação são pouco abordados. Schroll também comenta a escassez de pesquisas que conectam o paradigma da inovação aberta com outras teorias.

Ecossistema de inovação
“O local do curso foi inspirador”, comenta Rondani. A Creapolis, fundada pela Esade em 2005 e inaugurada no fim do ano passado, se define como “parque internacional de inovação para praticar open e cross innovation”. Mais de 40 empresas estão instaladas no espaço junto a algumas unidades da escola de negócios. O ambiente gerado pelo convívio de empresas e estudantes de administração ganhou a aprovação de Henry Chesbrough, professor visitante da Esade desde fevereiro deste ano.

Versão brasileira do curso
“Pretendemos organizar através do Centro de Open Innovation um evento similar em 2011, também com a presença do nosso chairman Henry Chesbrough”, anuncia Bruno Rondani. O centro já mapeou quatorze pesquisas de mestrado e doutorado em curso sobre temas relacionados à inovação aberta. “Estamos conversando com as universidades e escolas de negócio para viabilizar o encontro”, completa o diretor do centro.

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Próximas atividades do Centro de Open Innovation - Brasil

Reuniões temáticas, eventos em parceria com outras entidades, Boletim Inovação Aberta e a organização da terceira edição do Open Innovation Seminar são algumas das ações do Centro de Open Innovation - Brasil planejadas para 2010.

A primeira reunião temática do ano, prevista para o dia 26 de maio, discutirá ferramentas de TI para gestão de tecnologia e inovação. "Nossas reuniões ocorrem nas empresas e instituições dos membros do centro. Apresentamos algumas sugestões de temas para o nosso calendário de eventos, mas a escolha final é realizada pelos anfitriões da reunião", diz Natasha Canuto, diretora de Marketing e Comunicação do centro.

As reuniões temáticas e os eventos que contam com apoio do centro são divulgados no calendário de eventos. Quanto às atividades na plataforma online, há atualmente mais de 350 inscritos, além de apresentações, vídeos e notícias sobre inovação aberta e grupos de discussão sobre temas correlatos (políticas públicas de incentivo à inovação, métricas de inovação aberta, parcerias para co-desenvolvimento, corporate venture, open hardware, marketing e inovação, entre outros). Os membros podem criar novos grupos de discussão ou participar dos existentes, bem como compartilhar links e arquivos.

Curso para gestores no Open Innovation Seminar
Novidades sobre a terceira edição do Open Innovation Seminar, o evento anual dedicado à inovação aberta no país, serão comunicadas em breve pelo centro. "Buscando atender às expectativas da comunidade de gestores de inovação do país, iremos novamente incrementar o formato do evento, desta vez com um curso intensivo para praticantes da open innovation”, antecipa Bruno Rondani, diretor do Centro de Open Innovation - Brasil. “O curso, que contará com a presença de Henry Chesbrough, buscará apoiar os gestores na condução de programas de inovação aberta cada vez mais sucedidos e impactantes”, anuncia.

Para participar do Centro de Open Innovation – Brasil,
basta se cadastrar na plataforma
http://openinnovationbrasil.ning.com/.

Contato para informações sobre o centro e seus eventos e atividades:  natasha.canuto@openinnovation.wiki.br.

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Seminário sobre inovação no cenário empresarial brasileiro

O Centro de Referência em Inovação da Fundação Dom Cabral e a Câmara Americana de Comércio de São Paulo (AMCHAM-SP) realizam, no dia 11 de maio, no Amcham Business Center SP, o seminário Rumos da Inovação no Contexto Empresarial Brasileiro.

O evento, que conta com o apoio da Anpei e do Centro de Open Innovation - Brasil, abordará, em palestras e painéis, temas como: inovação e estratégias de sustentabilidade, relação universidade-empresa- governo, gestão estratégica da inovação e open innovation.

A programação inclui também uma palestra magna de Richard Locke, professor de Empreendedorismo e Ciências Políticas do MIT, a participação de Clemente Nóbrega, colunista da revista Época Negócios, e a presença de representantes de grandes empresas inovadoras do Brasil.

O painel sobre open innovation, “Inovação aberta made in Brasil”, contará com a participação de Bruno Rondani, Diretor do Centro de Open Innovation – Brasil, Patricia Garrido da Whirlpool, Ronaldo Takahashi do Buscapé e Roberto Murilo do Cenpes/Petrobras.

Programação e inscrições (vagas limitadas): http://www.amcham.com.br/eventos/tpl_evento?event_offer_id=1208066&organization_id=110

Contato para mais informações:  (11) 3324-0194

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Conferência Anpei de Inovação Tecnológica

“Cooperação para a Inovação Sustentável” foi o tema da X Conferência Anpei de Inovação Tecnológica, que aconteceu nesta semana em Curitiba (PR).

Fizeram parte do evento palestras, debates e apresentação de 55 casos de sucesso de empresas inovadoras. Nas exposições de casos, empresas como Braskem, Natura, Fosfertil e Oi explicitaram como estão utilizando a inovação aberta.

Além disso, o evento contou com a palestra magna do professor Stuart Hart, presidente e fundador do Centro das Empresas Globais Sustentáveis da S.C. Johnson (Universidade de Cornell) e referência mundial no efeito das estratégias empresariais sobre o meio ambiente e a pobreza. O professor abordou a idéia de Green Leap: como conjugar ações voltadas à utilização de energias limpas com a evolução da chamada “base da pirâmide” (as pessoas com as menores rendas do planeta), promovendo a melhoria de vida desse grupo demográfico através de oportunidades sustentáveis.

A sessão solene de abertura, no dia 26, contou com representantes de diversas agências de fomento à inovação, da Confederação Nacional da Indústria e do governo do Paraná. O discurso de todos eles ressaltou a importância da inovação e o fato de que as políticas se voltarão cada vez mais para estimular a inovação.

No dia 28, um dos destaques foi o debate sobre a proposta da Anpei para a IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, do qual participaram lideranças como Carlos Henrique de Brito Cruz e Carlos Pacheco, seguido de uma dinâmica junto ao público para colher contribuições à proposta por meio de um site e de um canal no Twitter, entre outros meios.

A conferência foi organizada pela Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras), com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), por meio de seu Centro de Inovação, Educação, Tecnologia e Empreendedorismo do Paraná (Cietep).

Site da conferência: http://www.anpei.org.br/xconferencia/

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Financiamento

Notícias do Centro de Open Innovation – Brasil
Novidades no Programa Inova Brasil

A Finep anunciou neste mês algumas novidades no seu Programa Inova Brasil. Criado em 2008, o programa concede às empresas financiamento reembolsável para projetos de inovação com taxas de juros diferenciadas (de 4% a 8% ao ano). A entidade pretende desembolsar mais de R$ 1 bilhão em 2010, concedendo créditos que podem variar entre R$ 1 milhão e R$ 80 milhões.

Um dos benefícios adicionais anunciados neste ano é o chamado "voucher de P&D", dirigido a projetos de inovação a serem executados em colaboração com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). Com esse cupom as empresas poderão obter recursos não reembolsáveis para financiar a contratação de projetos de pesquisa e desenvolvimento executados por ICTs de reconhecida competência em sua área de atuação. O valor do cupom é de até 10% das operações aprovadas. 

“Subvenção-RH” é o nome do outro novo benefício adicional do Inova Brasil. Também com um teto de 10% do valor do crédito, esse benefício pode ser aproveitado pela empresa na contratação de mestres e doutores para trabalhar na proposta financiada. A Finep arca com até 100% do valor nominal (assinado em carteira) dos salários dos pesquisadores.

Também foi anunciada a criação de mais uma linha de crédito no Inova Brasil, destinada à estruturação de ambientes internos de estímulo à inovação, com taxa fixa anual de 6,5%. A grande novidade dessa nova linha é o fato de se tratar de um dos primeiros programas públicos no país dedicados à inovação do ponto de vista da gestão e do ambiente organizacional e não apenas à inovação tecnológica.

“Com estas novidades, o Programa Inova Brasil se torna uma das opções mais completas para financiar projetos de inovação no Brasil, incluindo até mesmo incentivos para as empresas realizarem inovação aberta", afirma Rafael Levy, sócio-diretor da Allagi.

Informações e formulários para apresentação de propostas:
http://www.finep.gov.br/programas/inovabrasil.asp

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Clipping

Notícias externas sobre inovação aberta
Oportunidades para o Brasil

Em entrevista à Harvard Business Review Brasil, Henry Chesbrough diz que o Brasil está muito bem posicionado para atender às demandas e oportunidades globais. Chesbrough recomenda ao nosso país exportar tecnologia nacional e colaborar com empresas de fora, além de atrair investimentos em educação e promover a circulação de cérebros, de modo a completar sua transformação em sociedade do conhecimento.
http://www.hbrbr.com.br/index.php?codid=171

A inovação acontece mais em redes do que dentro de quatro paredes

Entrevistado pela revista Inovação em Pauta, da Finep, Chesbrough conta como desenvolveu o conceito de open innovation e responde a perguntas sobre o funcionamento da inovação aberta em países em desenvolvimento e em pequenas e médias empresas, sobre a relação do Estado com o tema e sobre os desafios da open innovation.
http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/edicao8/inovacao_em_pauta_8_entrevista_0202.pdf

About the dispute between Open and User Innovation

O post aponta semelhanças e diferenças entre duas linhas de pesquisa, identificadas pelos conceitos de "user innovation" (Eric von Hippel) e "open innovation" (Henry Chesbrough). De acordo com o autor, enquanto a primeira se limita ao estudo da criação de valor, a segunda se concentra na captura de valor e apresenta uma visão de estratégia empresarial.
http://open-innovation.net/blog/79-about-the-dispute-between-open-and-user-innovation.html

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Dica de leitura

Livros e artigos sobre inovação aberta e temas correlatos

 

    Livro
    Primeira edição em português de Inovação e Empreendedorismo,
    de John Bessant e Joe Tidd.

    Título original: Innovation and Entrepreneurship.
    Editora: Bookman.
    Edição: 1/ 2009.
    Número de páginas: 512.

 

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Artigo

Produção acadêmica em inovação aberta

 

    Inovação aberta: um modelo a ser explorado no Brasil,
    por Bruno Rondani e Henry Chesbrough.

    Confira artigo escrito por Henry Chesbrough, fundador e diretor executivo do Center for Open Innovation da Haas School of Business – Berkeley e Bruno Rondani, diretor executivo do Centro de Open Innovation - Brasil, para a DOM, a revista da Fundação Dom Cabral.

    Edição: número 11, de abril de 2010. Páginas 52 a 59.
    http://www.slideshare.net/Allagi/dom-artigo-rondanichesbrough


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Sobre este boletim

O Boletim Inovação Aberta é uma iniciativa do Centro de Open Innovation – Brasil. Nesta publicação digital bimestral, patrocinada por participantes do Centro, pessoas envolvidas com a prática da inovação aberta no país são entrevistadas com o objetivo de registrar casos, discutir conceitos e propiciar oportunidades. O boletim também oferece informações sobre os principais cursos, eventos, artigos e lançamentos relacionados à inovação aberta.

 

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