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Boletim Inovação Aberta

Boletim bimestral sobre a Inovação Aberta – Publicação digital número 001 – Setembro/2009

O Centro de Open Innovation - Brasil inaugura hoje, além de seu boletim bimestral, o seu site institucional. Conheça, colabore, faça parte!
www.openinnovation.wiki.br

 

Uma para três

Uma pergunta sobre open innovation para três personalidades do cenário brasileiro de inovação.

De acordo com a sua experiência, quais são as principais vantagens da inovação aberta comparada com a inovação restrita aos muros das companhias?

 

    Luis Cassinelli
    Diretor de Inovação e Tecnologia

    Braskem

“Por muitos anos, tivemos restrições de levar os nossos projetos para desenvolvimento externo pela preocupação com o sigilo das informações. Esta preocupação não tem fundamento quando se aprende a gerenciar os recursos externos, usando bons contratos, adotando regras claras de propriedade intelectual e mantendo o time motivado no seu projeto. Os parceiros passam a não dar importância ao sigilo quando as suas expectativas de prazo e retorno do esforço não são atendidas.

A mudança de postura dentro da Braskem agregou mais competências, agora incorporadas especificamente em cada projeto, permitindo a utilização de linhas de fomento à pesquisa, reduzindo riscos e não tirando o foco nem os recursos do desenvolvimento incremental das plataformas industriais existentes.

A relação mais próxima com os geradores de tecnologia de ponta criou uma rede de informação, chamada na Braskem de Radar Tecnológico, que antecipa a visualização de oportunidades e ameaças”.

 

    Luciana Hashiba
    Gerente de Parcerias e Inovação Tecnológica
    Natura

“A inovação em sistema aberto permite a captura de novas oportunidades em todas as suas fases de desenvolvimento, por não se restringir apenas ao ambiente interno da empresa, expandindo a competência competitiva da empresa aos seus parceiros. Vale ressaltar que para que este sistema aberto de inovação seja viável, é condição essencial ter uma área de P&D forte e capacitada a identificar e avaliar estas oportunidades”.

 

    Rafael Ley
    Diretor Executivo
    Allagi

“Na verdade, a inovação aberta não se opõe à inovação fechada, mas a complementa. Mesmo em um modelo aberto, um processo de inovação prevê que existam os caminhos internos dentro da empresa para o desenvolvimento de tecnologias e produtos. A inovação aberta provê outras opções nas fontes da inovação e nos caminhos para o mercado, aumentando as opções da empresa e melhorando a eficiência do processo de inovação”.

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Suíte

Acompanhando casos brasileiros de inovação aberta e a sua repercussão no mercado

Rhodia e DEMA-UFSCar: complementaridade de objetivos e competências

A equipe composta por três integrantes da Rhodia e quatro da UFSCar comemorou, no final de 2007, a conclusão de um projeto cooperativo de pesquisa e desenvolvimento. O grupo conseguiu desenvolver mantas de dimensões nanométricas feitas de fios de poliamida 66.

“O maior desafio encontrado foi trabalhar na escala nanométrica, produzindo fios invisíveis a olho nu por meio de um processo altamente complexo que envolve competências na fronteira entre a física e a química”, relata Thomas Canova, gerente de P&D na Rhodia.

Para elaborar os fios e mantas de tamanho inédito foram criados procedimentos inovadores. O processo de extrusão dos fios, por exemplo, está sendo patenteado.  “O domínio desse processo gera a possibilidade de conceber produtos totalmente novos para as áreas de filtração nos próximos anos”, afirma o gerente da Rhodia. A titularidade da patente foi dividida entre os participantes do projeto.

“Neste trabalho houve também uma total complementaridade de objetivos”, afirma Thomas Canova. “A academia buscava contribuir para a expansão da fronteira da ciência ao desenvolver um novo processo de fiação de poliamida 66, enquanto a Rhodia procurava desenvolver uma plataforma tecnológica para eventuais lançamentos  de produtos no mercado”.

A Rhodia tem ampla expertise na área química, no processamento de polímeros e, em particular, na área da poliamida usada nos fios. Além disso, a empresa possui um histórico de mais de 90 anos de inovação em produtos e processos no Brasil. É uma das poucas empresas da sua área que conta com um centro de P&D no Brasil com equipes  multidisciplinares e com autonomia para conduzir projetos de inovação para os negócios brasileiros. Já o grupo de pesquisa da professora Rosário Bretas, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMA) da UFSCar, possui uma história rica e pioneira em pesquisa científica na área de polímeros.

Canova destaca a importância do bom relacionamento entre os participantes para o sucesso do projeto.  “O meu relacionamento com o grupo de pesquisa da professora Rosário já data de 14 anos, com um  retrospecto  de respeito e confiança nas relações  tanto profissionais quanto pessoais”, conclui o gerente.

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Núcleos de inovação tecnológica (NITs)

Perfil da agência de inovação Inova Unicamp, baseado em entrevista com Roberto Lotufo,
diretor-executivo deste NIT. (www.inova.unicamp.br)

História da agência de inovação

Lotufo conta que a Unicamp desenvolve uma política de inovação desde 1984, quando foi constituída a Comissão Permanente de Propriedade Industrial. Antes da Inova, existiam outras instâncias que cuidavam da propriedade intelectual e do relacionamento com a indústria, mas a Inova Unicamp foi concebida para atuar com uma nova amplitude no processo de inovação.

A criação da Inova levou a Unicamp a tornar-se a universidade brasileira com o maior número de licenciamento de tecnologias. Desde a criação da Inova, a Unicamp manteve uma média de 50 depósitos anuais. Em dezembro de 2008, a universidade chegou ao número de 38 licenciamentos ativos e 537 depósitos de patentes vigentes. A Inova Unicamp também foi a responsável pela articulação de mais de 240 convênios de transferência de tecnologia e de desenvolvimento colaborativo entre a Unicamp, empresas e o setor público nos últimos cinco anos. A agência ganhou o premio FINEP de Inovação Tecnológica, na categoria Instituição de Ciência e Tecnologia, região sudeste, em 2006 e 2008.

Interações universidade – empresa

Segundo o diretor-executivo do NIT, os profissionais da Inova trabalham com a lacuna produzida pela diferença de objetivos, culturas, missões e linguagem da universidade e da empresa. A empresa, focada na competitividade e sustentação financeira, busca resultados rápidos para seus investimentos. Já a universidade, focada na disseminação e no avanço do conhecimento, busca projetos interessantes para complementar a formação dos alunos.

A Inova Unicamp trabalha tanto ofertando tecnologia já desenvolvida na universidade quanto buscando oportunidades de interesse das empresas.

Os dois grandes focos da agência são a transferência de tecnologias da universidade por meio de licenciamentos de patentes, softwares e marcas da Unicamp e a articulação de projetos de desenvolvimento colaborativo de novas tecnologias entre universidades e empresas.

A taxa administrativa dos projetos universidade-empresa administrados pela Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp) é de 6%. Adicionalmente, explica Lotufo, existem outras taxas de overhead relativas à universidade que são dependentes do teor e da natureza do projeto.

A Inova Unicamp já negociou tecnologias da Unicamp com empresas de diversos portes em áreas de atuação como a de fármacos, de alimentos, de produtos agrícolas, de engenharia (mecânica, elétrica, química), de energia, de combustíveis e biocombustíveis, de produtos automotivos e de tecnologias da informação e comunicação.

A Unicamp concentra cerca de 15% de toda a pesquisa nacional. Esta pesquisa é distribuída em diversas áreas do conhecimento. Entretanto, quando se fala em depósitos de patentes, as áreas químicas e de engenharia têm prevalência, sendo que o Instituto de Química detém quase 40% das patentes da Unicamp, seguido pela Faculdade de Engenharia Mecânica.

Casos de sucesso de open innovation

Entre 2005 e 2008 cinco tecnologias licenciadas pela Unicamp se tornaram efetivamente produtos:

1. Teste para Surdez Genética: teste neonatal que permite detectar em recém-nascidos a causa de surdez de origem genética. A tecnologia foi desenvolvida no Laboratório de Genética Humana da Unicamp e licenciada para a empresa DLE em 2004. O teste se consolidou no mercado em 2005.

2. Medicamento fitoterápico a base de Isoflavonas Agliconas: produto certificado pela ANVISA e introduzido no mercado em setembro de 2007 para tratamento dos sintomas da menopausa. O medicamento é resultante do licenciamento em 2004 de duas tecnologias desenvolvidas na Faculdade de Engenharia de Alimentos para a Steviafarma, empresa brasileira.

3. IMBRIK®: tecnologia de Nanocompósito Polimérico (NCP). O produto foi desenvolvido com a empresa Orbys, por meio de licenciamento exclusivo de uma patente do processo de produção desenvolvido junto ao Instituto de Química da Unicamp. A tecnologia pode ser aplicada em produtos que usam a borracha como matéria-prima, nos mais variados segmentos da indústria e mercados. Em 2007, o IMBRIK(R) foi aplicado numa nova bola de tênis, batizada de NANOBALL(R) e produzida pela empresa paulista LCM BOLAS.

4. Tecnologia de tratamento de efluentes industriais provenientes de indústrias têxteis: desenvolvida no Instituto de Química, foi licenciada para a Contech por meio da Inova. Chegou ao mercado em 2008.

5. Tecnologia de remediação de áreas contaminadas: também licenciada para a Contech e no mercado desde o ano passado.

Papel das políticas públicas

Incentivos à inovação, como os recursos não-reembolsáveis da FINEP, são fundamentais para viabilizar muitas tecnologias que se originam nas universidades e são depois desenvolvidas e comercializadas nas empresas, beneficiárias destas políticas, diz Lotufo.

A própria política pública de financiamento à pesquisa acadêmica deve também ser considerada neste contexto, pois é ela quem garante a "matéria-prima" para a inovação que vem da universidade.

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Incubadoras

Perfil da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp), baseado em entrevista com Davi Sales, gerente da incubadora. (www.incamp.unicamp.br/)

História da incubadora

A Incamp (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp) foi criada em 2001 com o objetivo de implantar uma estrutura propícia ao surgimento de novas empresas de base tecnológica. Em julho de 2003, a Incamp foi incorporada à agência de inovação Inova Unicamp.

Ao longo dos seus sete anos de atividade, conta Davi Sales, a Incamp contabiliza 29 empresas incubadas e 17 graduadas. A incubadora é coordenadora de um projeto direcionado ao aprimoramento das ações de prospecção de empresas e transferência de know-how para outras incubadoras da região. Em 2008 foi premiada pela Anprotec como Incubadora do Ano na Região Sudeste do Brasil. Seu gerente foi eleito Líder Empresarial Setorial 2008 no ramo Incubadoras e Tecnologias de Ponta no Fórum de Líderes Empresariais.

A incubação

Para executar seus programas de incubação, diz Sales, a Incamp disponibiliza às empresas módulos de 25m², com ponto de telefone e de internet; sala de reuniões para dez pessoas; auditório para 60 pessoas; secretaria com serviço de atendimento ao público; sala da gerência, sanitários, copa e recepção.

A Incamp não tem salas específicas adequadas à incubação de empresas industriais. No entanto, nos casos em que as incubadas precisam realizar testes ou desenvolver protótipos industriais, geralmente utilizam os laboratórios e centros da Unicamp. A Incamp tem procurado estabelecer convênios formais e informais com as diversas unidades da Unicamp para atender essas e outras necessidades técnicas dos incubados.

O candidato à incubação deve preencher um formulário on-line onde se detalham, além dos dados da empresa, as características tecnológicas dos produtos ou serviços que tenciona desenvolver, o domínio da tecnologia e a forma como pensa abordar o mercado. As respostas do formulário são avaliadas por professores e pesquisadores da Unicamp, tanto da área técnica quanto da comercial, e por consultores externos, contratados ad hoc. Se aprovadas, em processo que se completa com entrevista pessoal e aplicação de testes psicológicos, as empresas devem providenciar documentação probatória de sua constituição e da inexistência de quaisquer débitos com os organismos oficiais e assinar o contrato junto à incubadora.

As empresas incubadas pagam uma taxa mensal, atualmente fixada em R$ 550 para o primeiro ano de incubação, R$ 650 para o segundo e R$ 750 para o terceiro.  As incubadas se comprometem a pagar, uma vez graduadas, 1% do faturamento bruto pelo dobro do tempo de incubação.

Perfil das incubadas

Historicamente, grande parte das empresas incubadas é formada por alunos, ex-alunos e ex-pesquisadores da própria Unicamp. Ações mais recentes de ampliação dos horizontes de prospecção têm aumentado a participação de projetos oriundos de outras empresas, na forma de spin offs.

Em geral, as incubadas possuem pequenas equipes de trabalho, de até três participantes, e permanecem incubadas 36 meses, que é o período máximo.

Nos sete anos de vida da Incamp, foram apoiados projetos em diversas áreas do conhecimento, tais como biotecnologia, tecnologia da informação, alimentos, fibras ópticas, genética animal e novos materiais, entre outras.

Quanto à sobrevivência das empresas após a incubação, das 17 graduadas pela Incamp, apenas duas encerraram as sua atividades.

A Incamp e a inovação

Nas atividades de prospecção, a Incamp preocupa-se em atrair e apoiar projetos inovadores em áreas de ponta como biotecnologia e nanotecnologia, comenta Sales. Um dos principais quesitos avaliados para aceitar o projeto a ser incubado é o seu caráter inovador, junto com sua capacidade de se tornar um produto ou serviço rapidamente comercializável.

Com freqüência, as empresas incubadas pleiteiam recursos de um programa de apoio à inovação da Fapesp. Conhecido pela sigla PIPE, esse programa financia projetos desde sua fase inicial (por exemplo, para provar a viabilidade de uma determinada tecnologia), até a fase de produção (acesso ao mercado).

A Finep, por meio do Programa de Subvenção Econômica, também oferece apoio para projetos de inovação em áreas de interesse definidas anualmente.

Em alguns casos, as empresas incubadas conseguem também obter bolsas de apoio do CNPq para pesquisadores.

A gestão das incubadoras propicia vários desafios, dentre os quais alguns que se enquadram na idéia de open innovation.  Há mais de dois anos, a Incamp vem procurando incentivar negócios e parcerias entre empresas que facilitem a comercialização de produtos e serviços desenvolvidos durante a incubação.

Recursos

Para desenvolver suas atividades, a Incamp possui contrapartida econômica fixa da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, que se materializa no pagamento dos salários do gerente da Incubadora, da secretária e de um bolsista. A Incamp também é beneficiada com recursos da Unicamp para ocupação do prédio, serviços de limpeza e vigilância. Por outro lado, diversos organismos de fomento em nível estadual (tais como SEBRAE-SP) e nacionais (como SEBRAE e FINEP) oferecem apoio, outorgado em licitações abertas periodicamente, para execução de projetos específicos das incubadoras.

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Notícias

Notícias do Centro de Open Innovation – Brasil

Open Innovation Seminar 2009

Estão abertas as incrições para a segunda edição do evento dedicado a disseminar conceitos e práticas de inovação aberta e conectar as pessoas que participam do processo de inovação. O Open Innovation Seminar vai ocorrer nos dias 22 e 23 de outubro, no hotel Renaissance São Paulo.

As entidades que compram 5 ou mais ingressos para suas equipes ganham descontos e divulgação da sua logomarca em diversas peças. A partir de 10 ingressos, a empresa ou instituição também tem direito de participar de uma sessão com Henry Chesbrough, exclusiva para patrocinadores. As empresas Fosfertil, Omnisys, Vale, Banco do Brasil, Nanotimize, Elsevier- Illumin8 e Neo Intelligence já inscreveram as suas equipes. O evento conta com mais de vinte apoiadores institucionais (FGV, FIA, USP, University of California – Berkeley, Endeavor, INPI, Anpei, entre outros) que participam do evento e colaboram na divulgação.

O Open Innovation Seminar é o primeiro evento sul americano dedicado ao tema da inovação aberta. Em 2008, teve um público de 350 pessoas de 133 entidades diferentes provenientes de 13 estados da federação e contribuiu para colocar em pauta os conceitos da inovação aberta e seus casos brasileiros. Neste ano, o foco do seminário é discutir a implementação da inovação aberta nas companhias e nos diversos países. 

O evento é promovido pelo Centro de Innovation – Brasil e conta com a Allagi como patrocinadora oficial e colaboradora na organização.

Programação

No dia 22:

No dia 23:

Uma novidade desta edição do evento é o Espaço Open Innovation – uma exposição de ferramentas e serviços de inovação aberta que contará com empresas do Brasil e do exterior.

Inscrições e mais informações sobre o evento e sua programação: http://www.openinnovationseminar.com.br 

Para inscrição de equipes: Natasha Canuto
natasha.canuto@openinnovation.wiki.br - (11) 4508.2755 

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Reuniões do Centro de Open Innovation - Brasil

Inaugurado em maio deste ano, o Centro de Open Innovation - Brasil tem entre as suas atividades planejadas as reuniões temáticas, realizadas nas empresas e instituições dos membros com o objetivo de discutir um determinado assunto do universo da inovação aberta.

No dia 17 de julho, no Ibope (São Paulo), a reunião sobre parcerias universidade-empresa reuniu 62 participantes de empresas, agências de inovação, instituições de ensino e pesquisa e entidades do terceiro setor. “A reunião foi muito participativa, com numerosas perguntas das empresas para as universidades”, disse Natasha Canuto, gerente de Comunicação e Marketing do Centro.

Apesar de muitas vezes discutido, o tema parceria universidade-empresa envolveu os presentes em uma série de debates. “O interesse pelo assunto foi evidenciado pelo volume de discussão. O consenso entre os diversos pontos de vista por parte de empresas e universidades está ainda distante e é um terreno fértil para estudo”, disse Celina Maki Takemura, do Ibope.

Lucas Aquino, da Allagi, que moderou a reunião, destacou entre os assuntos tratados a discussão sobre a função da universidade. “Além de gerar tecnologias, a universidade tem um papel fundamental na formação de recursos humanos, na difusão do conhecimento e na pesquisa em áreas do conhecimento que não geram aplicações industriais. Tratar de forma distinta as unidades das universidades que possuem viés tecnológico e não-tecnológico pode ser um caminho”, disse.

No dia 28 de maio ocorreu a primeira reunião do Centro de Open Innovation - Brasil, o café da manhã de inauguração. Realizada no Caesar Business Paulista, a reunião contou com a participação de cerca de 60 pessoas. Os diretores do conselho administrativo do Centro, Bruno Rondani e Rafael Levy, apresentaram a proposta do Centro e conduziram o debate. O público ouviu também algumas palavras do professor Henry Chesbrough, chairman do Centro, que se fez presente por meio de videoconferência.

A proposta do Centro de Open Innovation é reunir os profissionais da inovação junto aos estudiosos do tema numa comunidade de prática. “O objetivo é learning by doing - construir algo pela prática”, disse Rondani.

Arquivos das apresentações:
Lançamento: http://www.slideshare.net/Allagi/lancamento-open-innovation-center-brasil
Parceria universidade-empresa: http://www.slideshare.net/Allagi/1a-reunio-temtica-do-centro-de-open-innovation-brasil-parceria-universidade-empresa

Mais informações sobre o centro:
http://www.openinnovation.wiki.br/
Natasha Canuto: natasha.canuto@openinnovation.wiki.br – (11) 4508.2755

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Masterclass Open Innovation and Corporate Entrepreneurship

A sexta edição do evento sobre inovação aberta e empreendedorismo corporativo será realizada entre os dias 1 e 7 de outubro na cidade de Deurne (Países Baixos). Nos cinco dias de curso, os participantes aprenderão a definir e formatar uma proposta de negócios no contexto da inovação aberta, por meio de um programa que inclui aulas teóricas, relatos de casos e exercícios práticos.

O curso será conduzido pelo professor Henry Chesbrough (Universidade de California – Berkeley), junto a Lüder Tockenbuerger (Steinbeis University) e Marcel Dissel (AO Foundation), e contará com palestrantes convidados.

Masterclass Open Innovation and Corporate Entrepreneurship já treinou mais de cem participantes nas edições anteriores.

Mais informações sobre o curso:
http://masterclassfall2009.cisevents.hightechcampus.nl/

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Painel sobre open innovation no KM Brasil

O Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento, conhecido como KM Brasil, conta na sua 8ª edição com um painel sobre inovação aberta que reunirá duas empresas em torno do debate, focando na questão da proteção do conhecimento em modelos abertos de inovação visando gerar vantagem competitiva para a empresa. O moderador será o diretor do conselho administrativo do Centro de Open Innovation – Brasil, Bruno Rondani. 

“A gestão da grande quantidade e variedade de informações disponível nos nossos dias é um desafio conhecido por todos. Em modelos abertos de inovação, esse desafio pode ser formulado da seguinte maneira: quais são os mecanismos de gestão que a empresa pode adotar para absorver, conectar e articular o conhecimento gerado internamente e pelo mundo afora, de modo a transformá-lo numa inovação no mercado?”, contextualiza Rondani. 

Organizado pela Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC) em conjunto com SBGC - BA, o congresso ocorrerá em Salvador(BA), no período de 23 a 25 de setembro de 2009. O evento reunirá profissionais do Brasil e de outros países, com o objetivo de discutir as dimensões, pessoas, processos e tecnologia em Gestão do Conhecimento. As temáticas serão abordadas segundo a visão dos setores acadêmico, privado, público e terceiro setor, mediante atividades de debates, dinâmicas, mesas-redondas, grupos de trabalho, propiciando a interação dos palestrantes com os congressistas.

Mais informações sobre o evento: http://www.kmbrasil.com/

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Innovation challenge da PepsiCo e Bunge no Brasil

269 participantes de 10 escolas (FGV,Insper, ESPM, UF Uberlândia, BSP,Coppead, Ibmec, FEI, PUC-SP e FAAP) estão participando da Innovation Challenge, maior competição do mundo do seu tipo. O desafio consiste em desenvolver uma solução inovadora para uma grande empresa a partir de uma pergunta.

Esta edição do evento, a primeira realizada fora dos Estados Unidos, é sediada no campus do Insper. A PepsiCo e a Bunge são as patrocinadoras da edição brasileira.

As 66 equipes compostas por estudantes de pós-graduação ou MBA que se inscreveram até o dia 21 de agosto participam da primeira etapa, na qual os grupos trabalham em um projeto de inovação para a PepsiCo. Na fase final, os seis grupos classificados se concentrarão na questão proposta pela Bunge.

Os três grupos melhor colocados receberão prêmios em dinheiro. As empresas patrocinadoras poderão utilizar as idéias desenvolvidas pelos participantes.
O Centro de Open Innovation– Brasil e a Allagi, empresa participante do centro, são apoiadores institucionais do evento.

Mais informações sobre a competição: www.brazil.innovationchallenge.com
Para acompanhar as novidades do desafio: http://twitter.com/innovation_br

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Dicas de Leitura

Use Open Innovation to Cope in a Downturn.Five strategic moves will help you reduce the costs of supporting R&D today while preserving opportunities for growth tomorrow.
Autores: Autores: Henry W. Chesbrough and Andrew R. Garman.
(Publicado na edição online de junho da Harvard Business Review)
Acesse o artigo:
http://hbr.harvardbusiness.org/2009/06/web-exclusive-use-open-innovation-to-cope-in-a-ownturn/ar/1.
Post sobre o artigo:
http://blog.allagi.com.br/2009/06/11/novo-artigo-de-chesbrough-externalizando-tecnologias-para-lidar-com-a-recessao/

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Sobre este boletim

O Boletim Inovação Aberta é uma iniciativa do Centro de Open Innovation – Brasil. Nesta publicação digital bimestral, patrocinada por participantes do Centro, pessoas envolvidas com a prática da inovação aberta no país são entrevistadas com o objetivo de registrar casos, discutir conceitos e propiciar oportunidades. O boletim também oferece informações sobre os principais cursos, eventos, artigos e lançamentos relacionados à inovação aberta.

 

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Patrocínio e colaboração para esta edição